terça-feira, 4 de novembro de 2008

Marítimo vence Nacional e ascende ao 6º lugar da Liga Sagres

O Marítimo derrotou, esta noite nos Barreiros, o vizinho Nacional por 4-2, no jogo que encerrou a 7ª Jornada da Liga Sagres.

A vitória é justa, já que a equipa de Lori Sandri foi a melhor em campo, conseguindo quebrar a boa estrutura defensiva dos nacionalistas.

Crónica do Jogo:

Ainda nem tinham passado 2 minutos, e já os adeptos do Marítimo gritavam GOLO nas bancadas do Estádio dos Barreiros: Paulo Jorge fugiu na ala esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para o coração da grande área, onde apareceu Baba a marcar.

O Nacional reagiu e à passagem do 11º minuto, após a marcação de um canto, Mateus saltou mais alto que toda a defesa maritimista e cabeceou para a baliza, só que Marcos estava bem colocado e negou o golo do empate.

Aos 20 minutos, o marcador do único golo até então, Baba, recebe uma entrada dura de um adversário e tem que ser substituído, entrando para o seu lugar Manu. E foi o ex-Benfica que aos 41 minutos, cruza para a cabeça de Djalma, e este de cima para baixo marca o segundo do Marítimo.

Ao intervalo, os adeptos da equipa da casa faziam a festa, mas o melhor período de jogo ainda estava para vir.

Na segunda metade, o Nacional entrou mais atrevido, mas só criava perigo em esporádicos lances de contra-ataque. Por isso, não foi de estranhar que, aos 62 minutos, a equipa de Lori Sandri chegasse ao 3-0, depois de Marcinho ter dado o melhor seguimento a um novo cruzamento de Manu.

Com três golos de vantagem, o Marítimo abrandou o ritmo e os pupilos de Manuel Machado começaram a "crescer".

Aos 64 minutos, Fabiano Oliveira cabeceia para mais uma defesa excelente de Marcos e volvidos 3 minutos, na sequência de um pontapé de canto, o avançado Felipe Lopes, também de cabeça, marca o primeiro golo do Nacional. O ritmo dos nacionalistas era infernal e, aos 74 minutos, Fabiano Oliveira quase marcava o segundo, após um forte remate que saiu a poucos cêntimetros da baliza do guradião Marcos.

A partir daqui, só se via o Nacional a apertar e o Marítimo a tremer. Aos 80 minutos, o guarda-redes maritimista apanhava mais um susto, depois de ver uma bola rematada por Nêne passar muito perto do poste; e aos 82, o mesmo Nêne, após cruzamento de Patacas, marca mesmo o 3-2, relançando a partida.

A emoção estava ao rubro, mas só durou três escassos minutos, porque o árbitro Pedro Proença resolve marcar uma grande penalidade muito duvidosa de Patacas sobre Manu. Os protestos valeram dois cartões amarelos para os nacionalistas: um ao defesa-direito e outro ao guardião Bracalli. Bruno foi chamado a bater o penalty e "acabou" com o jogo, ao marcar o 4-2.

A vitória do Marítimo não sofre contestação, ainda que tenha sido muito suada, e selada com uma grande penalidade que deixa muitas dúvidas.

Com este resultado, os "leões" da Madeira ascedem ao 6º lugar, com 11 pontos, os mesmos que Naval (5º), F.C. Porto (7º) e E. Amadora (8º), enquanto o Nacional passa a ocupar a 3ª posição com os mesmos 13 pontos que o Sporting (4º).


Jornalista: João Miguel Pereira